terça-feira, 10 de maio de 2011

Coleta Seletiva no DF

                   SLU quer implementar coleta seletiva ainda este ano
        
                                                                                
  Juliana Leão
                                                 juliana.borbalins@jornaldebrasilia.com.br
Os alarmantes dados divulgados pelo estudo do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), de que 40% das 150 mil toneladas de lixo produzidas no País eram despejadas em aterros a céu aberto, abriram os olhos dos órgãos responsáveis pela coleta seletiva na maioria das cidades do Distrito Federal, que integram a lista de 92% de municípios brasileiros sem efetivo trabalho de recolhimento sustentável de resíduos sólidos, segundo o estudo.

A implementação da coleta seletiva no DF é certa para começar a ser feita em toda a unidade federativa ainda neste ano, segundo adiantou com exclusividade à reportagem do Clicabrasilia, nesta segunda-feira (9), a diretoria técnica do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). 

A primeira parte do processo, segundo o SLU, deve ser cumprida ainda neste semestre, com a instalação de dez pontos de coletas. Na segunda fase, as regiões administrativas que ainda não tiverem sido contempladas com o novo sistema receberão os postos até o final do ano. Atualmente, o DF recolhe diariamente 2,5 mil toneladas de lixo vindo de comércio ou residência e 6 mil toneladas de entulho de construção civil, segundo dados do SLU. 

No entanto, a Secretaria do Meio Ambiente do DF diz que esta não é a prioridade do governo. Antes, o órgão quer é resolver o problema do Lixão da Estrutural, para, somente depois, implementar a coleta seletiva. 

O Lixão será fechado logo após a construção do primeiro aterro sanitário do Distrito Federal, que ainda não tem data certa para começar a funcionar. Representantes do GDF se reuniram na sexta-feira passada (6) com o Ministério Público para mostrar o desenho do aterro, que será construído em Samambaia. 

A primeira providência a ser tomada é o lançamento de um novo edital ainda este semestre, para escolher a empresa que se responsabilizará pelo novo sistema de coleta e a escolha do modelo de gestão: se o aterro será administrado apenas por empresa particular ou pelo governo e uma companhia privada. Uma vez liberada a concessão, a corporação escolhida terá um ano para começar a construir o aterro. 

Somente neste momento com o novo modelo de destino do lixo, o governo também vai programar a coleta seletiva. Para isto, serão instalados cem ecopontos (pontos de entrega voluntários onde será realizada posteriormente uma seleção do material entregue) e, com isto, serão abolidas as cerca de 500 áreas de transbordo ilegal (pequeno terreno onde as pessoas depositam resíduos sólidos a céu aberto).

Para a catadora de lixo Edilene Franklin, 36 anos, a coleta seletiva vai melhoras as condições de seu trabalho. “Se tiver mais organização, é melhor, ajuda a limpar”, diz. O catador Edivaldo Moreira, 33 anos,  apóia a colega e explica: “As pessoas que passam pegando latinha sai rasgando tudo para pegar o lixo, se tiver separado suja menos”, fala.

SAIBA +

A meta do governo é aumentar em dois anos a quantidade do montante de lixo reciclado de 1% para 20%. Segundo a diretoria técnica do SLU,  hoje no Distrito Federal existe coleta seletiva somente na Asa Norte, Asa Sul e Lago Norte. O DF recolhe 1.461 toneladas de lixo mensal pelo sistema de coleta seletiva. Os resíduos sólidos são aproveitados pelas 29 cooperativas de catadores que existem na região.

Na semana do meio ambiente, entre os dias 2 a 5 de junho, será realizado uma exposição, que vai reunir 80 empresas ecologicamente corretas. O objetivo é atrair  indústrias verdes de todo o Brasil para o Distrito Federal.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br 
Acesse para saber mais:http://www.jornaldebrasilia.com.br
                   Entrevista cedida no dia 09/05/2011 
Observação importante: imagem acima foi postada por mim/Fonte: GOOGLE/Luciana Ribeiro 

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