quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cerco fecha nos EUA -Publicidade de alimentos dirigida às crianças nos Estados Unidos



 
29/11/2012

Reeleição de Barack Obama reacende debate sobre a regulação da publicidade de alimentos dirigida às crianças nos Estados Unidos
Pouco depois da reeleição de Barack Obama nos Estados Unidos, vários setores ligados ao mercado publicitário começaram a especular o que pode vir pela frente no país. O presidente reeleito já havia defendido uma reforma na dedução de impostos para as empresas de publicidade – o que deve voltar à tona – assim como mudanças nas leis de privacidade online, regulando que tipos de dados os sites podem armazenar de seus visitantes.

Há expectativa de mudanças também na regulamentação da publicidade dirigida às crianças, especialmente a de alimentos não saudáveis, segundo reporta o AdAge. Se no primeiro mandato algumas questões relacionadas ao tema já foram levantadas, como a campanha antiobesidade da primeira-dama Michelle Obama e as diretrizes voluntárias propostas pelo Federal Trade Comission (FTC), antecipa-se que nos próximos quatro anos o presidente feche ainda mais o cerco. Uma pesquisa ainda inédita do FTC sobre o impacto da autorregulamentação da indústria de alimentos pode reacender o debate e levar a novas medidas.
A questão que fica é: será que o governo Obama terá força suficiente para enfrentar o lobby e o poder da indústria alimentícia? Uma reportagem desse ano da Reuters mostrou que, apenas para frear uma lei que aumentava os impostos de bebidas com alto teor de açúcar para reduzir o consumo e ajudar a custear o sistema de saúde público, a indústria gastou 40 milhões de dólares. As empresas de alimentos gastaram mais de 175 milhões de dólares em lobby só durante o primeiro mandato de Obama.
Por tudo isso, a briga promete ser boa. Se, por um lado, a indústria junta seus milhões para influenciar o governo, por outro organizações voltadas a proteção do consumidor e à saúde buscam maneiras de frear o aumento crítico de doenças crônicas não-transmissíveis, como a obesidade e problemas cardíacos, que estão ligadas ao consumo de alimentos não saudáveis. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) já listaram suas diretrizes para a regulação da publicidade de alimentos não saudáveis, em especial aquela dirigida a crianças, que começam a ser debatidas e implementadas em todo o mundo. Agora é a hora de ficar de olho no que acontece nos EUA.
(Foto AP/Chris Carlson)

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