quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Projeto "Cavalo de Lata" e a preservação do meio ambiente



 
07/05/2013
Por Luciana Ribeiro

Zelar pelos direitos dos animais e reeducar o homem para a preservação da natureza é um dos princípios cidadãos que foram assegurados pelo Projeto Cavalo de Lata, que está sendo desenvolvido pelo casal residente em Santa Cruz do Sul (RS): Ana Paula, uma publicitária e Duani Vargas, o engenheiro e
responsável pela criação do meio de transporte, que é o “cavalo de lata”, um carrinho elétrico que privilegia o profissional e a defesa do meio ambiente.
Com muita honra e alegria, o site ecopedagogia selecionou alguns questionamentos sobre o projeto que visa à divulgação de ações verdes que respeitem a vida no planeta Terra. Segue a entrevista com Ana Paula Knak:


Luciana Ribeiro - Qual o motivo que mobilizou a criação do Projeto Cavalo de Lata?
"O Cavalo de Lata" - o carrinho elétrico


Ana Paula:Sou da causa animal, e há muito tempo acompanhava a questão dos Cavalos e Carroças na nossa Cidade, Santa Cruz do Sul. Sempre me questionava como esse problema poderia ser resolvido sem trazer perdas para os Catadores. Eles têm na carroça e no cavalo o auxílio para conseguir o pão de cada dia. Quando o Jason, meu namorado, veio de uma viajem de trabalho da China, me contou como lá era comum o uso de bicicletas e carrinhos elétricos. Nesse momento veio a idéia e fiz o pedido para ele criar uma carroça elétrica para substituir os cavalos no sistema de Coleta de resíduos. Eu penso que já não resolve apenas curtir e compartilhar casos tristes no Facebook, juntos somos muitos, precisamos nos unir e fazer algo efetivo. Os animais precisam da nossa ajuda.


Luciana Ribeiro – O projeto Cavalo de Lata possui um investimento bastante viável: é leve, barato e de manutenção simples. Qual o valor pago por cada carrinho elétrico e como o carroceiro da cidade de Santa Cruz do Sul pode fazer para obtê-lo?


Ana Paula: O Cavalo de Lata poderia ser mais barato se tivéssemos produção em quantidade, mas mesmo assim, estamos lutando para lançá-lo com um valor razoável e competitivo com o que já existe no mercado. Ele é leve, as peças de reposição serão baratas e de fácil acesso para os catadores e cooperativas. Já fizemos pensando nisso. O valor FINAL DO CARRINHO AINDA NÃO ESTÁ DEFINIDO POIS ESTAMOS EM TESTES, MAS PENSAMOS QUE vai ficar em torno de 10 a 12 mil reais. Para obtê-lo os catadores, unidos em Cooperativas, podem buscar verbas através de Projetos como o Cataforte, do Governo Federal. São verbas para esse fim, para auxiliar as cooperativas e catadores a se profissionalizarem e atenderem melhor os municípios onde estão localizados.


Luciana Ribeiro – No Brasil, infelizmente, os carroceiros ainda utilizam muito as carroças para realizar seus trabalhos, contudo penalizando os animais de forma triste, agressiva, e totalmente discriminada pela Legislação Ambiental, que assegura o cumprimento dos direitos dos animais. Neste sentido,o que é preciso fazer para minimizar esse problema ambiental existente nas cidades brasileiras?


Ana Paula: Luciana, eu penso que, desde que o mundo é mundo, o ser humano acaba subjugando os mais fracos. Isso inclui crianças, mulheres, velhos e também os animais. Acho que está na hora de haver uma punição maior para coibir esses abusos. Mas sabemos que existem tantos outros problemas tão graves quanto e nossa fiscalização não tem tantos braços para conseguir dar conta de tudo. Então penso que podemos aliar a educação ambiental nas escolas para criar já na primeira infância uma imagem diferente em relação ao mundo em que vivemos e aos animais. Junto com isso, lutar para ter leis mais fortalecidas, que realmente sejam eficientes para quem comete maus tratos, a exemplo de países desenvolvidos. No meio do caminho, podemos incluir nosso Cavalo de Lata, que está sendo esperado por milhares de pessoas como uma solução para os Maus-tratos dos Cavalos e ainda conseguimos auxiliar no trabalho do catador, que a cada dia é mais importante na nossa sociedade, já que produzimos cada dia mais lixo, incentivados pelo desejo desenfreado de consumo. Incinerar o lixo não é a solução, pois o produto final que gera da queima dos resíduos é altamente tóxico e polui mais que o próprio lixo. Então devemos incentivar políticas de visam REDUZIR O CONSUMO, REUTILIZAR OS MATERIAIS POSSÍVEIS E RECICLAR SEMPRE.
Luciana Ribeiro: Você acha que as escolas podem participar ou ajudar na divulgação do Projeto Cavalo de Lata? Como?


Ana Paula: As Escolas seriam perfeitas para difundir o nosso trabalho, é delas que virão os novos Prefeitos, Médicos, Professores, economistas, veterinários.... e tantos outros. Se eles conseguirem trazer desde cedo as noções de amor aos animais, não existirão esses problemas no futuro. Apenas queremos respeito com todas as formas de vida. Podemos disponibilizar informações para as Escolas, usar o carrinho para atiçar a curiosidade das crianças, que adoram tudo que é novo. Conseguindo a atenção delas, fica muito mais fácil que aprendam o que queremos ensinar. Podemos aproveitar a semana do Meio Ambiente que virá em breve e colocar em questão essas ações ambientais e questionar as crianças, ensiná-las a pensar nesse mundo novo que queremos construir. (para elas próprias)


Luciana Ribeiro: Quais os recursos publicitários utilizados para divulgar os trabalhos do projeto Cavalo de Lata?Existe alguma forma para ter acesso a eles e ajudar na divulgação?


Ana Paula: No orçamento que recebemos do nosso patrocinador não contemplava mídia de nenhum tipo, então usamos muito a mídia virtual (blog e facebook) e fizemos alguns materiais bem simples, mas que caíram na simpatia das pessoas. Temos camisetas, toys de cavalinhos, lixeiras de carro e ecobags que podem ser compradas pela Fan Page do Cavalo de Lata. Essa semana recebemos o convite da primeira Pet Shop para comercializar nossos produtos. Todas as semanas fizemos promoções na Fan Page do Cavalo de Lata para incentivar as pessoas a ficarem sempre ligadas nas novidades do Projeto.


Luciana Ribeiro: Quais as suas perspectivas para o futuro do planeta Terra?O que falta para alcançar uma evolução humana que seja digna para todos os cidadãos?


Ana Paula: Chegamos num momento que precisamos curar a Terra. Por anos, usamos e abusamos de tudo que ela nos ofereceu. Se continuarmos nesse ritmo, a vida nesse planeta vai ficar realmente comprometida em pouco tempo. Sonhando bem alto, penso que somos todos feitos da mesma energia pura e viemos e voltaremos para o mesmo lugar. Animais, minerais, vegetais e pessoas fazem parte do mesmo ecossistema. Filhos da mesma mãe Terra. Devemos viver em harmonia e respeitando uns aos outros. Simples assim. Seria perfeito. O que falta para alcançar uma evolução humana que seja digna para todos os cidadãos? Consciência e responsabilidade.



Luciana Ribeiro: De acordo com sua experiência educativa que é vivenciada por meio do projeto Cavalo de Lata, de que modo você avalia as dificuldades que existem em Santa Cruz do Sul para serem sanadas com a ajuda do poder público?


Ana Paula: Penso na SEDA de Porto Alegre. Eles estão educando as crianças e adultos, fazendo feiras de adoção de animais, castração. Aqui em Santa Cruz ainda não existem ações do poder público com esse foco, o que é feito, é encabeçado por Ongs locais ou grupo de protetores. Mas nunca é tarde para começar, não é? Porto Alegre é um belo exemplo pra nós.
Luciana Ribeiro - Quais os contatos para conhecer e participar do projeto Cavalo de Lata?


Ana Paula: Quem quiser conhecer e participar do Cavalo de Lata pode acessar nossa página no face:www.facebook.com/CavaloLata ou por e-mails: cavalodelata@gmail.com,cavalodelata@yahoo.com.brana_knak@yahoo.com.brsm742@hotmail.com

Nossos fones: 51-9682-5108 com Jason / 51-9993-1805 com Ana Paula


Luciana Ribeiro- Gostaria de deixar um recado especial para os ambientalistas do Brasil?


Ana Paula: Se vamos todos na mesma direção, porque não irmos juntos? Já somos muitos e unidos somos muito mais fortes.
O QUE É O CAVALO DE LATA : o “cavalo de lata” é um carrinho elétrico, com uma manutenção econômica e de engenharia simples. Composto por rodas de aro 18 de motocicleta, carroceria de aço de carbono, medindo 3,2m de comprimento, 1,2m de largura e 1,75m de altura e com capacidade para suportar um peso de até 350kg de carga. A parte da sinalização fica composta por dois faróis de led na frente e quatro piscas laterais. Pode ser movido a bateria ou a pedal.
Ele procura acabar com os maus tratos dos animais, auxiliar na melhoria do trânsito, evitar a transmissão de doenças e proporcionar uma valorização dos trabalhadores da área de reciclagem e coleta de lixo.

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