quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Entrevista com Renato Marchesini /Por Luciana Ribeiro



05/09/2013


Por Luciana Ribeiro

A Caiçara Expedições e o meio ambiente
Tainhazinha a Mascote da Caiçara Expeções

Renato Marchesini é Bacharel em Turismo, Pós-Graduado em Ecoturismo, Guia Regional, Nacional, da América do Sul e Especializado em Atrativos Naturais pelo Ministério do Turismo, licenciado em Didática e Prática do Ensino Superior. Ele possui, ainda, cursos nas áreas de Administração, Arqueologia, Sobrevivência e Convivência ao ar livre, Ecologia, Manejo de Trilhas, Ecossistemas, Educação Ambiental e outros. Presta serviços em diversas empresas do trade turístico. Dentre as funções que desempenha, destaca-se como: Professor de Turismo, Hotelaria e Meio Ambiente; Palestrante; Elaborador Roteiros; Condução de Grupos e Consultor e Assessor em Projetos Turísticos e Ambientais.

site“ecopedagogia” foi bem recepcionado pelo defensor da natureza, por isso convido os leitores do canal verde a lerem suas experiências que dignificam o meio ambiente de modo cidadão, responsável e sustentável.Segue a entrevista com ele:


Luciana Ribeiro– Fale sobre a Agência de Viagens e Turismos (Caiçara Expedições  Turismo Consciente) que promove o lazer verde e a educação ambiental. Qual o lucro educacional desse trabalho que já é desenvolvido há mais de 15 anos na Região Metropolitana da Baixada Santista, conhecida por Costa da Mata Atlântica (formada pelos municípios de Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Bertioga, Cubatão, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe)?

Renato Marchesini:Trabalhamos Eu e Renata Antunes da Cruz (bióloga) conduzindo pessoas e grupos para conhecer as belezas e importância da Mata Atlântica há mais de 15 anos. E com o aumento de nossa demanda e amadurecimento profissional surgiu a necessidade e oportunidade de abrirmos a Caiçara Expedições Turismo Consciente – Agência de Viagens e Turismo.

Luciana Ribeiro- As Universidades e faculdades brasileiras estão preparadas para educar o cidadão que não tem acesso ao ensino formal? É possível citar alguma experiência com tal desafio educador?

Renato Marchesini: Uns dos públicos que focamos é o educacional! Acreditamos muito na importância dos discentes poderem conviver in-loco o ambiente e desta forma proporcionar atividades de estudo e pesquisa do meio. Desta forma conseguem compreender e amarrar o conteúdo de sala de aula com a vivência no campo. Muito mais que levar as pessoas para áreas naturais, propomos possibilidades do vistante perceber que ele faz parte do meio e suas ações e contribuições podem e devem fazer a diferença. E como funcionam estas atividades? Conversado com o professor ou coordenador pedagógico é montado um projeto sob medida para a necessidade de cada instituição de ensino. Ex: Bioma Mata Atlântica, Ecossistema Restinga, Ecossistema Manguezal, Costão Rochoso, Aves, Mamíferos, Anfíbios, Recursos Hídricos, Flora, Comunidades Tradicionais e muitas outras possibilidades.

Luciana Ribeiro- Quais os problemas que mais atingem as áreas verdes da Costa Atlântica, e como tem sido resolvido pelo poder público?

Renato Marchesini: Possuímos aqui grande especulação e pressão sobre nossas florestas e ambiente costeiro, devido grande crescimento regional (econômico e populacional), Isso engloba áreas de ocupação irregular, condomínios de alto padrão e pré-sal. O poder público corre muito atrás do prejuízo, possuímos grandes passivos ambientais ainda não solucionados. Mas já verificamos de alguns órgãos o olhar de planejamento.

Luciana Ribeiro- Você acha que as Unidades de Conservação do Brasil têm cumprido o papel de educar cidadãos para preservarem o meio ambiente? O que falta para elas mobilizarem e implementarem projetos socioambientais com a participação do cidadão brasileiro?

Renato Marchesini: Muitas Ucs em nosso País somente existem no papel, mas não cumprem vossas obrigações e motivo de existência, sendo eles de conservação/preservação (não possuem fiscalização eficaz) o quadro de colaboradores é infinitamente pequeno, mal equipadas e poucas atividades de pesquisa. Quanto a programas de educação ambiental deveriam investir no manejo de trilhas para o uso público e trabalhar mais em parcerias com Agências de Turismo especializadas como de criar mecanismos de visitação e estratégias para a Educação.

Luciana Ribeiro- Como tem sido sua comunicação com o poder público para realizar trabalhos em parcerias com a Agência Caiçara Expedições Turismo Consciente e, de fato, preservarem o verde do Brasil?

Renato Marchesini: Somos ativos e participantes em uma diversidade de Conselhos de Turismo e Unidades de Conservação, participamos também em muitos eventos ligados a temática. Já possuímos com alguns órgãos do poder público parceria no fomento de nossas atividades. Mas estamos sempre procurando novas parcerias.

Luciana Ribeiro- De acordo com sua experiência profissional, o que falta para o poder público sensibilizar o cidadão brasileiro (motoqueiro, dona de casa, analfabeto, médico, etc.)? Pode citar algumas atividades populares voltadas para a educação ambiental?

Renato Marchesini: Acreditamos que através de campanhas e propostas educativas o poder público teria que apostar nas ações locais de envolvimento (gestão participativa). Fazer que o indivíduo e coletivo sinta-se parte do processo de construção de boas práticas e de mínimo impacto. E que neste processo se evidencie a qualidade de vida gerada destas ações.

Luciana Ribeiro-Como ambientalista e amigo da natureza, como você tem abordado o consumo adulto, inclusive, sabendo das dificuldades e barreiras que existem nessa fase de vida, como, por exemplo, o fato de alguns se recusarem a reduzir a quantidade de resíduos sólidos gerados nos lares?

Renato Marchesini: Quando levamos as pessoas para o ambiente natural, e com a leitura do ambiente conseguimos através destas vivências a experiência do participante, que para viver e ser feliz é necessário pouco. E que temos que observar muito mais na vida o que nos cerca e suas relações.

Luciana Ribeiro- Quais são suas expectativas para o futuro do planeta Terra?

Renato Marchesini: As novas gerações já estão muito mais antenadas e preocupadas com a “Mãe Terra”. Porém vale uma grande atenção no quesito populacional. As populações em maneira geral vem tendo seu aumento no mundo e os recursos cada vez mais escassos. Está mais que na hora da sociedade começar a discutir a questão do controle populacional.

Luciana Ribeiro- Para melhorar a comunicação ambiental no Brasil, o órgão Gestor da Educação Ambiental - Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ministério da Educação (MEC) - poderia articular projetos socioambientais que propiciam a participação dos cidadãos brasileiros? Você pode sugerir algumas ideias pedagógicas para se realizar essa tarefa educadora?

Renato Marchesini: Órgãos ligados ao meio ambiente deveriam estar mais próximos a órgãos ligados à educação “dentro das instituições de ensino”. Como a Amiga verde Luciana bem propõe a “Ecopedagogia”. Grandes eventos sejam sempre também palco de ações e campanhas educativas ambientais. E que dentro de veículos de mídias possua sempre propostas e dicas ambientais.




Opa! Em tempo.

Amigo Eco leitor conheça nossas atividades na web: www.caicaraexpedicoes.com e também o Blog Caicarawww.blogcaicara.com .

Eco Abraços e Muita Luz.....

Renato Marchesini – Gestor de Projetos Caiçara Expedições Turismo Consciente



Obrigada pela eco-recepção verde e parabéns pelo desafio educador!

Abraço verde!

Luciana Ribeiro

Fonte: www.ecopedagogia.bio.br

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